Macadâmia

Macadamia é um género botânico pertencente à família Proteaceae e à subfamília das grevileóideas.

A macadâmia é um fruto extraído de uma árvore com o mesmo nome. Esta árvore é originária da Austrália.

Existem duas espécies: a Macadamia integrifolia, que é originária de Queensland onde cresce em florestas muito úmidas s. e a M. tetraphyll originária da Nova Gales do Sul . O nome foi dado pelo botânico Ferdinand von Mueller, o seu descobridor, em honra de um seu colega o naturalista e político australiano de origem escocesa John Macadam (não confundir com o também engenheiro escocês John Loudon McAdam).

A macadâmia foi introduzida no Havai por volta de 1881, onde foi usada como planta ornamental e na reflorestação do arquipélago.

As macadâmias são comercialmente um produto muito importante na Austrália, África do Sul e América Central.

Os seus frutos em forma de noz (nozes de macadâmia) são muito utilizados na culinária, em especial em produtos de doçaria (como sorvetes).

 

O primeiro relato de plantio desta espécie no Brasil data de 1931, com a introdução de algumas plantas provenientes de viveiros americanos na Fazenda Cintra, em Limeira-SP. Por volta de 1950, o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) iniciou os primeiros estudos com a cultura em nosso País e, posteriormente, foram sendo desenvolvidas bases tecnológicas para dar suporte à produção comercial, que teve início a partir da década de 80. Entretanto, o cultivo comercial foi modesto e só a partir do final da década de 90, com a estabilização econômica, a cultura consolidou-se e vem apresentando perspectivas de crescimento.

Brasil

No Brasil, essa cultura ainda é pouco conhecida, provavelmente pelo alto valor do produto e/ou pelo fato de este ser destinado quase que exclusivamente para exportação.

 

Seu fruto é um folículo, composto por três partes principais: carpelo (exocarpo e mesocarpo), casca (endocarpo) e amêndoa (embrião).

A amêndoa inteira é o principal produto comercial, a qual apresenta sabor refinado e bastante apreciado no mercado internacional.

É consumida crua, torrada ou no preparo de bombons finos. Já as amêndoas quebradas durante o processamento ou de qualidade inferior são utilizadas para extração de óleo de excelente qualidade, utilizado principalmente na fabricação de cosméticos e indústria farmacêutica.

Atualmente, estima-se uma área de aproximadamente 6.000 ha plantados, com produção anual de 3.200 toneladas de noz em casca, sendo que os principais Estados produtores são: São Paulo (33%), Espírito Santo (31%) e Bahia (18%). Comparando-se a produtividade nacional com a área plantada, observa-se uma produtividade média baixa, 533 kg noz em casca/ha, valor muito aquém da capacidade produtiva da espécie. Entretanto, deve-se considerar que boa parte desses plantios são jovens, os quais ainda não atingiram a plena produção, que ocorre a partir dos doze anos. Esse elevado período juvenil é um dos principais gargalos da cultura, refletindo-se no elevado período de retorno do capital investido para a formação do pomar.

Nos últimos anos, esta fruteira vem sendo considerada como alternativa de investimento ou como fonte de diversificação de renda na propriedade. Isto, em função de o mercado externo apresentar demanda crescente pelo produto e pelo fato de as processadoras e exportadoras brasileiras encontrarem-se consolidadas neste mercado. Além disso, há um imenso mercado interno inexplorado, que pode ser fator de incremento no agronegócio nacional.